Fatos da política inspiram a peça 'Michel III - Uma Farsa à Brasileira'

11 dezembro 2017 |


Fatos recentes da política brasileira inspiram a peça “Michel III – Uma Farsa à Brasileira” que estreia no Teatro dos Arcos

O espetáculo “Michel III – Uma Farsa à Brasileira” estreia dia 06 de janeiro no Teatro dos Arcos e ficará em cartaz aos sábados e domingos, às 19h, até 28 de janeiro, com entrada grátis. Escrita por Fabio Brandi Torres e dirigida por Marcelo Varzea, a montagem tem como personagem central Michel, um aspirante ao trono, cansado de viver em segundo plano, que resolve conspirar para assumir a coroa.

Esta é a última peça da primeira edição do projeto Berçário Teatral, que iniciou em agosto de 2017, e realizou seis montagens teatrais com o objetivo de revitalizar o Teatro dos Arcos. A ideia partiu do curador do projeto e diretor artístico do Teatro dos Arcos, Ian Soffredini, de criação um texto que tratasse da política brasileira, usando personagens das peças de William Shakespeare. Ele convidou o dramaturgo Fabio Brandi Torres para desenvolver o texto. O autor se inspirou em “Rei Lear”, “Macbeth”, “Ricardo III”, “Romeu e Julieta”, “Júlio César”, “Hamlet” e até “Sir Thomas More” (texto inédito em português), entre outras obras de Shakespeare, para revisitar o período histórico brasileiro do final do segundo mandato de Lula, passando pelo processo de impeachment de Dilma Rousseff, até o momento presente. O título Michel III remete a Michel Temer, o terceiro vice que se tornou presidente após a redemocratização.

Num ambiente de intrigas e obscuridades, cada personagem das cenas shakespeareanas tem o seu equivalente na política brasileira. Nesta sátira, os personagens fazem referência a figuras protagonistas do jogo político, além de Michel Temer: Lula,  Dilma Rousseff, Marta Suplicy, Marina Silva, Eduardo Cunha, Romero Jucá, Sergio Moro; empresários como Marcelo Odebrecht e Joesley Batista; e Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment.

“Michel III – Uma Farsa à Brasileira” usa a comédia como instrumento de crítica e observação do jogo de forças políticas que inclui acordos partidários e seus respectivos rachas de antigas alianças, políticos que são descartados na briga pelo poder, povo revoltado e dividido por posições extremistas. Áudios “vazados”, notícias falsas, memes na internet, delações premiadas, condenações de governantes, enfim, o que compõe o cenário político. “Foram necessários quatro meses de pesquisas sobre os fatos históricos para escrever a peça que fala de ambição e poder, fazendo a relação com os textos de Shakespeare”, explica Fabio Brandi Torres.

O autor acredita que a peça oferece diferentes níveis de leitura e compreensão, conforme o interesse na observação do jogo político e conhecimento da obra de Shakespeare. “Quem não conhece a obra de Shakespeare e não se atentou para os fatos políticos vai entender a trama porque a história que é contada trata de um assunto universal. Mas quem tem referências da dramaturgia e observou os fatos políticos vai perceber mais detalhes”, diz.

O diretor Marcelo Varzea conta que se interessou em participar do projeto porque considera importante preservar a democracia e o poder do voto. “A peça fala de um trono que foi usurpado. Nós, no nosso país, estamos cada vez mais  treinados  a desvendar o que há por trás dos discursos políticos. A peça também favorece este exercício. Faz rir e, principalmente, faz pensar. Este é meu propósito: insuflar a análise crítica, sem a presença de heróis”, diz o diretor.

O texto evita tomar partido por um dos lados da disputa política, fugindo da polarização. Mas expõe os fatos de maneira que o público possa tirar as suas conclusões. Um dos assuntos tratados é a pedalada fiscal, que foi a justificativa para o afastamento da ex-presidente Dilma. As pedaladas foram legalizas dois dias após o impeachment, quando o governo de Michel Temer sancionou mudanças na lei orçamentária. Este fato está parodiado no texto de Fabio como a Cavalgada dos Fiscais.

SOBRE O AUTOR FABIO BRANDI TORRES

Diretor teatral, dramaturgo e roteirista. Foi vencedor por duas vezes do prêmio de Melhor Autor do Festival de Teatro Curta/SESI (2000 e 2002) e três vezes indicado como Melhor Autor ao Prêmio Coca-Cola FEMSA de Teatro Jovem (“A Matéria dos Sonhos”, 2004, “Ciranda das Flores”, 2009 e “Pandolfo Bereba”, 2013). Também foi indicado ao Prêmio Shell 2005, como Melhor Autor, por “O Mata-Burro”.

Como roteirista, foi colaborador das novelas “Seus Olhos” (SBT) e “Paixões Proibidas” (BAND/RTP), e da sitcom “#PartiuShopping” (Multishow). Em 2017, assinou o roteiro do documentário “Inezita”, para a TV Cultura.

Teve a peça “Um Conto do Rei Arthur” editada ao vencer o Concurso de Dramaturgia Vladimir Maiakovski e o livro infanto-juvenil “O Tesouro de Fabergè” publicado em duas edições.

Seus textos já foram apresentados em Portugal, Espanha, Estados Unidos e Cabo Verde, e encenados por Isser Korik (“Revistando”, “Grandes Pequeninos” e “A Pequena Sereia”), Iacov Hillel (“Prepare seu Coração” e “Tutto Nel Mondo è Burla”), Val Pires (“Medida por Medida”), Caco Ciocler (“Vão Livre”), André Garolli (“Trama da Paixão” e “O Mata-Burro”), William Gavião (“Respeitável Público?” e “Macbeth”) e Rosi Campos (“Se Casamento Fosse Bom...”).

SOBRE O DIRETOR MARCELO VARZEA

Ator carioca formado na CAL, mora em São Paulo desde 1991, onde tem uma sólida carreira no teatro e se destaca como protagonista de diversos espetáculos, dirigido pelos maiores nomes de encenadores brasileiros.

Atuou em musicais de sucesso, como, “Cazuza”, “Elis”, “Rock in Rio-o Musical” e “O Musical da Bossa Nova”. Protagonizou a lendária montagem de Gabriel Villela para “A Ópera Do Malandro”, vivendo o malandro Max Overseas; atuou em séries de TV fechada (HBO, FOX, Multishow, Netflix e GNT). 
Na TV Globo esteve no elenco das obras “A Lei do Amor”, “Malhação”, “Separação”; “Força de um Desejo”, “Um Só Coração”, “JK” e  “Insensato Coração”. Na mesma emissora, fez participações em “Os Normais”, “A Diarista”, “Sob Nova Direção”, “Toma Lá, Dá Cá”, “Casos e Acasos“ e “Retrato Falado”, entre outras obras.

No cinema, atuou em “Xingu”, “Boleiros”, “Deus Jr”, entre outros filmes.

Marcelo também é dramaturgo, preparador de atores e já dirigiu diversos eventos corporativos. Foi assistente de direção de novelas, comandou os 3 anos de sucesso do projeto de atores/cantores “Segundas Intenções”. Dirigiu o musical “ Do Kitsch ao Sublime “, o drama “Aquário com Peixes”, do premiado Franz Keppler, entre outros espetáculos.

SOBRE O ELENCO

Marcelo Diaz – atuou em “Cais ou da Indiferença das Embarcações”, direção de Kiko Marques; “Valéria e os Pássaros” e “Crepúsculo”, montagens da Velha Cia; “A Porta Secreta”, com direção de Fabio Ock; “As Feiosas”, de Marilia Toledo (indicado como ator ao Premio Femsa); e “O Fingidor”, de Samir Yazbec. Mais recentemente atuou em “Chapeuzinho Vermelho”, dirigido por Eduardo Leão. 
Amaziles de Almeida - Cursou o Teatro Universitário/UFMG, participando de importantes montagens: “Electra”, de Eurípedes; “Rasga Coração”, de Oduvaldo Vianna Filho; “A Casa de Bernarda Alba”, de Garcia Lorca; e “Aurora da Minha Vida”, de Naum Alves de Souza. A partir de 1991, já em São Paulo, trabalhou nas  montagens “Ham-Let”, direção José Celso Martinez Corrêa; “Laços Eternos”, direção de Renato Borghi; “Verás que Tudo é Mentira”, direção de Marco Antonio Rodrigues; “Quarto 77”, direção de Roberto Lage; “Side Man”,  direção de Zé Henrique de Paula; “Te Amo São Paulo”, direção de Isser Korik; entre outras peças. Fez vários curtas-metragens e algumas participações em longas, como, “O Grande Mentecapto”, de Oswaldo Caldeira; “Alma Corsária”, de Carlos Reichenbach. Na TV, atuou em “Mandacaru”, com direção de Walter Avancini  na extinta TV Manchete; “Antônio dos Milagres”, na CNT/Gazeta em SP, com direção de Lucas Bueno; e “Sandy e Junior” na Rede Globo.

Martha Meola – atuou nas peças “O Cárcere Secreto”, com direção de Francisco Medeiros; “Macunaíma”, “A Hora e a Vez de Augusto Matraga“, dirigidas por Antunes Filho; “Woyzeck”, direção de Alexandre Stockler; “Há Vagas Para Moças de Fino Trato”, direção de Marcelo Lazaratto; “Dorotéia – Farsa Irresponsável”, de Nelson Rodrigues, direção de Carlos Gomes; Assim É (Se lhe Parece), de Luigi Pirandello, direção de Marco Antônio Pâmio, entre outras montagens. Atuou em diversas novelas na TV, entre elas “Verdades Secretas”, de Walcyr Carrasco, e “Tempo de Amar”, de Alcides Nogueira, ambas na TV Globo. No cinema, trabalhou em “Sonhos Tropicais”, de André Sturm; “Contra Todos”, de Robson Moreira; “O Cheiro do Ralo”, de Heitor Dhalia; “O Palhaço”, de Selton Mello; entre outros filmes de longa e curta-metragem. Também trabalhou em mais de 100 campanhas publicitárias no Brasil e na América Latina.

Fabiano Medeiros - iniciou sua carreira em 1991. Em 1997 a convite de Gabriel Villela, integrou o show "Tambores de Minas", de Milton Nascimento. Atuou em “A Vida é Sonho” dirigida por Gabriel Villela. Em 1999 ingressou na Armazém Companhia de Teatro (RJ), uma das mais conceituadas companhias brasileiras, dirigida por Paulo de Moraes, atuando nos espetáculos “Alice Através do Espelho”, “Da Arte de Subir em Telhados”, “Pessoas Invisíveis”, “Casca de Noz” e “Toda Nudez Será Castigada”. Em São Paulo realizou os shows “Tropicália 4.0”; “Clara Luz”; “Tropicália é preciso!” e “Divino Maravilhoso”. Paralelamente  aos shows trabalha também nos espetáculos musicais “Cazuza – Pro dia nascer feliz, o musical”, “Rita Lee mora ao lado”, em ambos fazendo o papel de Ney Matogrosso.

Lena Roque - atriz, diretora, apresentadora e arte educadora formada em Artes Cênicas pela ECA/USP em 1995. Atua há 32 anos. No teatro fez 22 espetáculos, entre eles, “Domésticas”, direção de Renata Melo, “Dúvida”,  direção de Bruno Barreto, “Freak Show”, direção de William Pereira ,“Frenesi”, direção de Naum Alves de Souza. Participou das séries “Axogum” (Canal Brasil), “Psi” (HBO), da novela “Chiquititas” (SBT) e em dezenas de comerciais e vídeos institucionais. No cinema, atuou em “Domésticas”, de Fernando Meirelles e Nando Olival; “Quanto Vale ou é Por Quilo?”, de Sergio Bianchi, entre outros. Escreveu o livro “Impressões” e quatro peças de teatro: “Alto Falante” ,“Autópsia”  “Impressões”, e “Louca de Amor - Quase Surtada”, adaptação do livro “Confissões de uma Louca de Amor” de Viviane Pereira.

Michel Waisman - formado pela Escola de Arte Dramática (EAD/USP). Atuou nas peças “A Máquina Tchekov”, com direção de Clara Carvalho e Denise Weinberg; “Esplêndidos”, com direção de Eduardo Tolentino; “Os Sete Gatinhos”, com direção de Nelson Baskerville; “O Beijo no Asfalto”, com direção de Marco Antônio Brás; “O Despertar da Primavera”, com direção de Eduardo Tolentino de Araújo. Trabalhou no seriado “Na Forma da Lei”, da TV Globo; nas séries “3%”, série produzida pela Boutique Filmes, e “Rio Heroes”, produzida pela Mixer aguardando lançamento.

O PROJETO BERÇÁRIO TEATRAL 

O Projeto Berçário Teatral tem por objetivo a produção de seis montagens com entradas gratuitas, visando a revitalização do Teatro dos Arcos, na região central de São Paulo. Desde agosto de 2017 foram realizadas temporadas das peças “Não Tem Xícara”, idealizada e dirigida por Ian Soffredini; “Terra dos Outros Felizes – o Jogo dos Amigos Imaginários”, texto de Michelle Ferreira e direção de Vanessa Guillen; “Existe Sexo Depois do Casamento?”, de Jeff Gould, direção de Isser Korik; “Lá Fora é Pior”, texto e direção do Núcleo de Pesquisa Teatral Arcos Dramatúrgicos; e “Não me Recupero do Vazio do Seu Corpo”, do OBARA - Grupo de Pesquisa e Criação, com direção de Lu Carion.

FICHA TÉCNICA
 Texto:  Fabio Brandi Torres
Direção: Marcelo Varzea
Elenco: Marcelo Diaz, Amazyles de Almeida, Martha Meola, Fabiano Medeiros, Lena Roque e Michel Waisman
Assistente de direção: Tadeu Freitas
Direção de movimento: Erica Rodrigues
Trilha sonora: Andre Ha
Iluminação: Lena Roque
Figurino: Vanessa Wander e Larissa Paulino
Visagismo:  Igor Miranda 

 “Michel III – Uma Farsa à Brasileira”
Local: Teatro dos Arcos (Rua Jandaia, 218. Bela Vista. Tel: 11 3101-8589)
Estreia: 06 de janeiro de 2018
Temporada até: 28 de janeiro de 2018
Apresentações: sábados e domingos, às 19h.
Capacidade: 70 lugares
Ingresso: Grátis (entrega de convites no local uma hora antes da sessão)
Duração: 70 minutos
Classificação etária: 12 anos 


TEATRO DOS ARCOS


Telefone: 11 3101-8589

Capacidade: 70 lugares

Horário de funcionamento da bilheteria: somente nos dias de apresentação, uma hora antes.

Acesso para cadeirantes

Ar-condicionado

Estacionamento conveniado: avenida Brigadeiro Luiz Antônio, 502. Valor: R$ 20,00

Foto: Pedro Tavares


Cantiga de Bazar e Renda para Ong Terra dos Homens Brasil

06 dezembro 2017 |


Nesta terça, o Blue Note Rio foi ocupado pelos convidados de Mauro Marcondes, muitos deles que jamais o tinham visto cantar ou conheciam essa faceta artística. Nas últimas  décadas, o artista dedicou-se ao mundo da ciência, tecnologia e políticas públicas para a América do Sul deixando de lado sua maior paixão: a música.  E a curiosidade era genuína e generalizada."Cantoria de Bazar", seu terceiro álbum, com canções em parceria com ZéJorge (dono de inúmeros hits com Ruy Maurity, como "Serafim e seus filhos") foi apresentado ao público por Mauro e um grupo de músicos primorosos comandados pelo maestro Leandro Braga (diretor musical do CD e do show). Paulo César Feital assinou a direção artística e a produção executiva ficou por conta de Solange Boeke. Apesar da festa ser apenas para convidados, o caráterbeneficente marcou presença: a renda pela vendagem dos cds será destinada à ONG Terra dos Homens Brasil, criada por Cláudia Cabral. Instituição de caráter internacional e que cuida de crianças e adolescentes em situações de risco.

Alguns standards da música brasileira, como "Bárbara" (Ruy Guerra/Chico Buarque), "Asa Branca (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira) e "Na Hora do Almoco" (Belchior) foram incluídos no roteiro.  Do "Cantoria", músicas como a faixa- título, "Josafá", "Sofia", "A banda disparou" "Deus criou o samba" foram alguns  dos destaques. O disco traz homenagens ao universo de Guimarães Rosa, ao poeta mexicano Octavio Paz e a um artista bastante contemporâneo, Cazuza.

Casa lotada e presenças de amigos de todas as épocas. Altos executivos dos tempos do Ministério da Fazenda (como Secretário de Fazenda), como diretor do BID em WashingtonPresidente da FINEP, vice- presidente do Jockey Club do RJ, mas também uma galera que, na juventude, com ele percorreu o país para cantar nos festivais de música mais importantes da época. Eram cantores e compositores como Áurea Martins, Cláudio Cartier, Fhernanda Fernandes, Guto  Marques, Irinéa Maria, Jota Maranhão, Márcio Lott, Ninah Jo,  Ronaldo Malta, Suely Correa e Telma Tavares, dentre tantos outros que fizeram questão de prestigiá-lo. Entre os convivas, o ex- Casseta Reinaldo e sua esposa Suzane Travassos e, claro, o aplauso e a cumplicidade d os  parceiros  ZéJorge (de todas as canções)e da esposa  Beverly Marcondes ( a de todas as horas).

Confira um pouco do evento:









Fotos: Divulgação

Fafa de Belém, madrinha do Barco-Hospital, faz show para lançamento do projeto

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Escolhida como a madrinha do barco-hospital Papa FranciscoFafá de Belém fará o show para lançamento do projeto no dia 8/12, em Jaci, interior de SP. A maquete do projeto, que terá 48 metros, atenderá cerca de 1000 comunidades ribeirinhas do Pará, e contará com consultórios, laboratórios, médicos, dentistas, aparelhos de ultrasom, raio x,, dentre outros, foi mostrada à cantora pelo frei Francisco Belotti, da Associação e Fraternidade São Francisco de Assis, quando Fafá esteve em São José do Rio Preto para uma apresentação.. O presidente do Hospital do Câncer de Barretos, Henrique Prata, encabeça o projeto que irá beneficia r o Estado natal da artista. O concerto de Fafá, no Celeiro da Vida, em Jaci ( 27 km de Rio Preto) será intimista e formato piano e voz."- Fiiquei muito honrada com esta oportunidade de ser madrinha de um projeto tão importante e que vai levar saúde e dignidade aos povos ribeirinhos de minha terra. Será um espetáculo muito especial pra mim", enfatiza Fafá.

Na próxima semana, Fafá estará, dia 12, em Campo Bom (RS), dias 13 e 14 no Sesc Pompéia, 16 em Torres (RS) e 17/12 em Porto Alegre. Nos espetáculos do sul, a cantora será acompanhada por uma orquestra. No Sesc Pompéia, onde apresentará o show "Fafá de Belém e as Guitarradas do Pará", a intérprete terá a companhia, no palco, dos mestres da guitarrada: Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro. 


Foto: Divulgação

Comédia 'Amigas, Pero no Mucho' reestreia no Teatro Folha

05 dezembro 2017 |


Irreverente comédia completou 10 anos de produção e muito sucesso

A comédia “Amigas, Pero no Mucho”, de Celia Regina Forte, reestreia dia 10 de janeiro no Teatro Folha, com apresentações às quartas e quintas-feiras até 1º de março. Dirigida por José Possi Neto,  a peça tem no elenco os atores Elias Andreato, Leandro Luna, Nilton Bicudo e Raphael Gama.

Em fevereiro de 2007, “Amigas, Pero no Mucho” estreava no Teatro Renaissance inaugurando o horário da meia-noite. O sucesso foi tão grande, que por cinco anos percorreu vários teatros de São Paulo, com temporada também no Rio de Janeiro. Ganhou montagem baiana, com apresentações em várias capitais do Nordeste e Angola. Seu texto foi traduzido para o espanhol, alemão e inglês. Em 2017 a montagem retornou ao palco para comemorar os 10 anos de produção e não parou mais.

Mais de 120 mil pessoas riram com as incríveis situações criadas pela jornalista Célia Regina Forte sobre quatro mulheres da nossa época - interpretadas por quatro atores - que tentam dar conta de tudo: do cotidiano, do corpo, da mente, do trabalho, da família e da amizade, causando inusitadas situações típicas do universo feminino.

Com direção de José Possi Neto e composição musical de Miguel Briamonte, essa epopeia se dá através do encontro de quatro amigas em uma tarde de sábado, onde todas – ou quase todas – as roupas sujas são lavadas por elas. Com humor cáustico, ironia e irreverência, elas falam sobre suas dissimulações, devaneios e loucuras. Quatro mulheres bem-sucedidas - ou nem sempre - comuns e sofisticadas que numa única tarde fazem revelações que as surpreendem e envolvem o público que tem lotado todos os teatros por onde elas passam. Mulheres que se amam e se odeiam ao mesmo tempo. Amigas, enfim.

“Amigas, Pero no Mucho” faz história no cenário da comédia brasileira por sua capacidade em fazer plateias se divertirem e se reconhecerem numa das quatro personagens:

Elias Andreato é Fram, 50 anos. Divorciada, dois filhos que moram com o pai. É a mais velha das quatro amigas. Já passou dos 50 anos, mas quer parecer 30. Ninfomaníaca. Fala muito palavrão quando está sozinha, em público jamais. Faz meditação, mas quando está com raiva, tem tiques nervosos.

Raphael Gama é Debora, 40 anos. Divorciada, sem filhos. Inteligente, perspicaz, irônica, mas tipo dona da verdade. Sempre tem uma consideração a fazer, tentando que sua opinião prevaleça. Idealiza o amor. Come compulsivamente.

Nilton Bicudo é Olívia, 40 anos. Casada com filhos. Foi rica, não é mais. Tem que dirigir sua VAN que leva crianças para a escola. Julga-se sempre perseguida. Está sempre perguntando: O que vocês estão falando de mim? Exalta o marido, Alfredo, para as amigas.

Leandro Luna é Sara, 35 anos. Solteira. Executiva. A mais reservada. Parece ser fria, mas esconde grande esperança. Fuma descontroladamente. Não perdoa as amigas, mas pouco se importa com a opinião dos outros. Desconfiada. Odeia as hipocrisias de Fram.

FICHA TÉCNICA
AUTORA: Célia Forte                                    
DIREÇÃO GERAL e FIGURINOS: José Possi Neto    
TRILHA COMPOSTA: Miguel Briamonte
ELENCO:
Elias Andreato
Raphael Gama
Leandro Luna
Nilton Bicudo
PIANO AO VIVO: Anderson Beltrão
MÚSICA “Amigas pero para siempre” - dueto (versão livre) Elias Andreato
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL: Denise Fraga voz em off
CENÁRIO: Jean-Pierre Tortil
SAPATOS: Fernando Pires
ILUMINAÇÃO: Wagner Freire
DIREÇÃO DE MOVIMENTO: Vivien Buckup
SUPERVISÃO CENOGRÁFICA: Luís Rossi
EXECUÇÃO CENOGRÁFICA: FCR Produções Artísticas
PERUCAS: Adriana Almeida
ASSESSORIA DE IMPRENSA: Daniela Bustos, Beth Gallo e Thaís Peres – Morente Forte Comunicações
PROGRAMAÇÃO VISUAL: Vicka Suarez
FILMAGENS E EDIÇÕES PARA WEB: Jady Forte - Desteatrando
MÍDIAS SOCIAIS: Dani Angelotti e Luciano Angelotti – Cuboweb
FOTOS: João Caldas Fº
COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO: Egberto Simões
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Martha Lozano
ASSISTENCIA DE PRODUÇÃO: Bárbara Santos e Jady Forte
ASSISTENCIA ADMINISTRATIVA: Alcení Braz
ADMINISTRAÇÃO: Danilo Bustos
PRODUTORA: Selma Morente
REALIZAÇÃO: Morente Forte Produções Teatrais
SERVIÇO: AMIGAS, PERO NO MUCHO
Local: Teatro Folha
Reestreia: 10 de janeiro de 2018
Temporada até: 1º de março de 2018
Apresentações: quartas e quintas-feiras, às 21h
Ingresso: R$50,00 (setor 1) e R$40,00 (setor 2)

Duração: 80 minutos
Classificação etária: 14 anos 

TEATRO FOLHA
Shopping Pátio Higienópolis - Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel.: (11) 3823-2323 - Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323 Site: www.teatrofolha.com.br

Vendas por telefone e internet/ Capacidade: 305 lugares / Não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube Folha 50% desconto / 50% de desconto para funcionários e clientes do Cartão Renner. Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a quinta, das 15h às 21h; sexta, das 15h às 00h; sábado, das 12h às 00h; e domingo, das 12h às 19h / Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado / Estacionamento do Shopping: R$ 14,00 (primeiras duas horas) / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3104-4885, (11) 3101-8589, (11) 97628-4993 / Patrocínio do Teatro Folha: Folha de S.Paulo, CSN, LG, Privalia, Nova Chevrolet, Wickbold, Owens, Teleperformance e  Grupo Pro Security.

SOBRE A CONTEÚDO TEATRAL

O grupo empresarial paulista Conteúdo Teatral atua há mais de quinze anos em duas vertentes: gestão de salas de espaços e produção de espetáculos. Como gestora é responsável pela operação do Teatro Folha, no Shopping Pátio Higienópolis, com direção artística de Isser Korik e direção comercial de Léo Steinbruch, programando espetáculos para temporada em regime de coprodução. No período de atuação a empresa soma mais de 2 milhões de espectadores.
Como produtora de espetáculos, viabilizou dezenas de peças, como “Gata Borralheira”, “O Grande Inimigo”, “Os Saltimbancos”, A Pequena Sereia”, Grandes Pequeninos”,  “Branca de Neve e os Sete Anões”, “A Cigarra e a Formiga”, “Cinderela” e “Chapeuzinho Vermelho” para as crianças. Para os adultos foram realizadas, entre outras montagens, “A Minha Primeira Vez”, “Os Sete Gatinhos”, “O Estrangeiro”, Senhoras e Senhores”, “O Dia que Raptaram o Papa”, “E o Vento Não Levou”, “Equus” a trilogia “Enquanto Isso...”, além de projetos de humor – como “Nunca Se Sábado...” e “IMPROVISORAMA” – Festival Nacional de Improvisação Teatral. Em parceria com Moeller e Botelho produziu os Musicais “Um Violinista no Telhado”, “Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos”, “Nine – Um Musical Felliniano” e “Beatles num Céu de Diamantes”.

Foto: João Caldas


MAC Niterói recebe instalação 'De onde não se vê quando se está'

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Projeto de Pedro Varella em colaboração com o gru.a (grupo de arquitetos) foi contemplado na III edição do Prêmio Reynaldo Roels Jr. da Escola de Artes Visuais do Parque Lage em parceria com o MAC Niterói.

 
No dia 10 de dezembro, domingo, Pedro Varella abre a instalação “De onde não se vê quando se está”, a partir das 10h, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói. O projeto conta com a colaboração do gru.a (grupo de arquitetos) e foi contemplado pelo III Prêmio Reynaldo Roels Jr. – uma parceria entre a Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage e o MAC Niterói.

Pela primeira vez, nestes 21 anos de existência do MAC Niterói, a cobertura do museu será ocupada e visitada. “De onde não se vê quando se está” tem como proposta tirar o MAC da vista e qual é o local mais adequado para isso? A cobertura! “A arquitetura do MAC parece querer dominar a paisagem da Baía de Guanabara. Com um único ponto de contato com o solo, a estrutura apresenta-se autônoma, absoluta”, explica o artista. O trabalho apresentado torna possível desvelar outras situações, marcadas por um espaço-tempo atípico, possível somente no contexto de uma fugaz obra instalativa.

Local: MAC Niterói (Mirante da Boa Viagem, s/nº, Boa Viagem, Niterói, RJ)
Abertura: 10 de dezembro de 2017, a partir das 10h
Até 23 de dezembro de 2017
Distribuição de senhas: 9h30, 11h30, 13h30 e 15h30
Horários e condições de visitação: clique aqui
As pessoas com idade entre 12 e 18 anos só poderão acessar a instalação acompanhados por responsáveis.
O acesso à instalação será realizado em grupos de 15 pessoas para visitas de 15 minutos de duração.
Ingressos para os espaços expositivos que permite a subida à cobertura com visitação à instalação “De onde não se vê quando se está”: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Na quarta-feira a entrada é gratuita para todos.